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CONCLUSÃO

Page history last edited by Elisângela Martins Rodrigues 2 years, 7 months ago

Unidade 7 - Práticas Pedagógicas em EI:

Neste semestre esta interdisciplina trouxe muito bem as questões de adaptação e reformas estruturais que escola, conceitos e ações precisam se reestruturar. Também apontou as dificuldades de escolas públicas em se adequar a esta nova realidade que é alunos com necessidades não só de aprendizagem, mas, em vários aspectos possuem. Estas necessidades ficam mais evidentes e parecem adquirir um tamanho maior quando a criança se expõe a uma realidade onde crianças consideradas normais já possuem necessidades também muito especiais. Em sala de aula temos dificuldades em trabalharmos com crianças com dificuldades de aprendizagem, consideradas "fraquinhas" cognitivamente (são inúmeros os termos que ouvimos). Minha maior preocupação nesta interdisciplina não foi em compreender o universo das crianças com necessidades especiais antigamente consideradas deficientes físicas ou mentais. Minha maior preocupação foi ter percebido que as necessidades especiais estão presentes nas crianças antes consideradas normais e tratadas como alunos que não conseguem aprender, ou por indisciplina ou "por serem fraquinhos mesmos". Pude ver através do que estudamos, refletimos e até conflitamos que se olharmos deforma diferente reformulando os nossos pré-conceitos, podemos vislumbrar uma trajetória que pode resgatar estas crianças com dificuldades de aprendizagem. Com isso consegui ver meus alunos de 2º ano do ensino fundamental alfabetizados já no mês de maio deste ano. Percebi o quanto por em prática as experiências de Piaget podem ser a diferença entre alfabetizar uma criança ou transmitir a ela um conceito de que elas são diferentes e não conseguem aprender. Mudei bastante minha forma dever as coisas em sala de aula. Um aluno com sérios problemas de indisciplina, por exemplo, pode estar pedindo socorro desesperadamente. Uma criança que não consegue compreender a relação entre símbolos, sons e gravura, pode estar num ambiente familiar totalmente desestruturado onde nada se relaciona com nada de forma harmoniosa. Uma mãe que se apresenta na porta da sala de aula de forma agressiva pode estar pedindo ajuda por não saber como agir. Este semestre serviu para nos mostrar que na nossa prática docente podemos ver as coisas de diversos ângulos e agirmos de forma bem diferente inclusive ter que deixar para traz conceitos retrógrada e aprendermos novos sob novos pontos de vistas. Sou professora do 2º ano do ensino fundamental e percebi logo no mês de março crianças com sérios problemas em compreender o que estava sendo trabalhado em sala de aula. Através das leituras dos textos fui compreendendo o que eu poderia fazer enquanto professora. Identifiquei as fraquezas no desenvolvimento das crianças, tentei resgatar e reestruturas conceitos básicos que a criança não tinha bem construido em fases anteriores e em outros níveis de desenvolvimento. Por ex: Uma menina não conseguia aprender a ler e escrever, comecei a desenvolver com ela atividades de noções de tempo e espaço. Isso fez com que ela iniciasse um processo de raciocínio em relação as coisas. Tudo o que eu conversava com ela era em função de dispertar o seu raciocínio. Ela tomou gosto pela coisa e começou a sentir-se satisfeita em alcançar objetivos, em poucos dias a menina está no mesmo nível de aprendizagem dos colegas que antes podiam ser vistos como os melhores da sala de aula e mais inteligentes.Á minha satisfação em ver um trabalho ter um resultado tão imediato é muito bom. Aprendi que quando se trata de desenvolvimento infantil, as respostas podem ser imediatas, podemos acertar no dispositivo que desencadeia uma série de funções que constroem a aprendizagem e levam ao alcance dos conhecimentos. Me senti o próprio Piaget colocando em prática a teoria e tendo respostas imediatamente.

Logo no início dos estudos de textos desta interdisciplina meus sentimentos eram de muita revolta, pois, tudo refletia no professor e como ponta de uma corda onde deveria abraçar todos os problemas bem como assumir para si a culpa de fracassos na inclusão de alunos com necessidades especiais. Hoje percebo que na verdade a proposta foi questionar os professores quanto ao que cada um pode fazer. A importância do seu papel frente às transformações necessárias à inclusão. Somos nós que mediamos o diálogo ou não, dos pais com escola, dos alunos com pais, da escola com a comunidade, da prática com a teoria, do velho com o novo do pré-conceito com a construção de revolucionários conceitos novos. Sim, vieram ao lugar certo, não adianta fugir a responsabilidade. SIM, FALARAM COM AS PESSOAS CERTAS! Somos nós professores que ainda podem fazer alguma coisa seja conseguir alfabetizar um aluno com deficiência auditiva ou visual sem nenhuma formação teórica para isso, seja fissionarmos para a reorganização das leis de forma que funcionem. E, só nos resta agora arregaçar as mangas e mãos a obra! Depois colhermos os frutos de ações simples e algumas nem tanto, mas, de nossa autoria e isso ninguém nos pode tirar!

Comments (1)

Janaína Siviero Ribeiro said

at 9:20 pm on Jul 9, 2009

Olá, Elisângela!

Quando nos deparamos com textos que falam sobre a profissão professora, nos deparamos com nossas exemplos das nossas práticas, dessa forma não é nada fácil lidar com a possibilidade de que falhamos. O que muitas vezes não nos damos conta é de que no momento que percebemos que falhamos, temos a chance de fazer diferente... esse é o sentido da formação de professores, fazer com que as professoras e professores reflitam sobre sua prática e percebam que a reflexão é a maior avaliação para a mudança em nossa prática. Mas um detalhe muito importante deve exister para que essa reflexão seja adequada: é necessário que algo nos desestabilize. Acredito que isso ocorreu contigo, pelo que relatas no teu último paragráfo. Essa era a intenção da interdisiciplina, promover momentos de reflexão e de ampliação do conhecimento nessa área.

Foi muito bom ter acompanhado teu estudo de caso nesse semestre. PARABÉNS pelo trabalho!

Um abraço!

Janaína

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