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HIPERATIVIDADE X AUTISMO

Page history last edited by Elisângela Martins Rodrigues 2 years, 8 months ago

 

Na imagem àcima vimos algumas características encontradas em crianças autistas. Alguns sintomas que geralmente são diagnosticados como de crianças hiperativas, podem estar ligados a outros disturbios. Veja "...a agitação exacerbada pode ser manifestação de outras doenças graves, cujos sintomas são semelhantes aos da hiperatividade, como autismo, hipertireoidismo e até depressão infantil...".

"Autismo- O que difere a criança autista da criança com SDA é o tipo de hiperatividade.

Na criança autista a hiperatividade é na maioria das vezes esteriotipadas, ritmada e repetitiva, ou seja, sempre com os mesmos movimentos numa mesma seqüência. Em alguns momentos a hiperatividade cessa para dar lugar a outras atitudes como por exemplo o choro, o riso, outras expressões faciais, etc.Enquanto que na criança com SDA, a hiperatividade não cessa nunca, nem para dar lugar a outros comportamentos.Deficiência Auditiva - Este diagnóstico diferencial é muito importante, pois muitas vezes a mãe traz a queixa de que a criança " não escuta bem", ou "não presta atenção quando os outros falam com ela" e quando submetida á avaliação audiológica não é detectada uma alteração auditiva." (http://www.autismo-br.com.br/home/F-sda1.htm ) 

O diagnóstico correto só é conseguido após criterioso exame clínico, já que não existe exame laboratorial que comprove a hiperatividade. E a consequência disso é desastrosa: frequentes erros de diagnóstico.

Ao iniciarmos nossos estudos sobre o Autismo, chamou-me a atenção algumas características para detectarmos nas criança a possibilidade de serem autistas. Observar algumas crianças com critérios mais profundos e com maior responsabilidade. Podemos ter crianças em sala de aula com dificuldades na aprendizagem, nos relacionamentos, na comunicação e linguagem e na tão discutida Indiscipolina. crianças que possuem um conjunto de características do autista. Claro que devem ser analisadas por especialistas, mas, chamam a nossa atenção quando observados por outro enfoque e ponto de vista. Tenho nestes dias iniciado os pareceres descritivos dos meus alunos do 2º ano do ensino fundamental e alguns, os descrevi com várias características aos do autismo. Vou observar com um olhar mais atento e com muita responsabilidade.

Antes deste enfoque na interdisciplina de Educação de Crianças com Necessidades Educativas Especiais, eu nada sabia sobre autismo. Ouvia falar do filho e/ou filha de fulano e beltrano que é autista. Algumas pessoas associam o autismo ao uso de drogas etc., etc., Portanto decidi responder a mim mesma as seguintes questões: é uma doença psiquiátrica? Não, é um transtorno do desenvolvimento e quem o possui apresenta, em muitos quadros, quociente de inteligência (QI) abaixo da média. Autismo é uma desordem na qual uma criança jovem não pode desenvolver relações sociais normais, se comporta de modo compulsivo e ritualista, e geralmente não desenvolve inteligência normal.

É psicose? O autismo é uma patologia diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas doenças.

É de causa orgânica? As causas ainda não foram descobertas, mas, ao contrário do que se imagina, é possível evitá-lo. Embora haja grupos de estudos e pesquisas no mundo inteiro, ainda não foi detectada a causa do autismo. Estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por exemplo, rubéola congênita), fenilcetonúria (uma deficiência herdada de enzima), ou a síndrome do X frágil (uma dosagem cromossômica).

Só ocorre em famílias de alto poder aquisitivo e cultural? Resulta de rejeição e falta de afeto parental? É um transtorno sem fronteiras geográficas e sociais, ou seja, ocorre no mundo inteiro e em todas as classes sociais e econômicas.

Tem cura? Não há cura para o autismo. A pessoa autista pode ser tratada e desenvolver suas habilidades de uma forma mais intensiva do que outra pessoa que não apresente o mesmo quadro e, então, assemelhar-se muito a essa pessoa em alguns aspectos de seu comportamento. Porém, sempre existirá dificuldade nas áreas atingidas pelo autismo, como comunicação e interação social. O autista pode desenvolver comunicação verbal, integração social, alfabetização e outras habilidades, dependendo de seu grau de comprometimento e da intensidade e do tratamento.

Qual o tipo de intervenção mais adequada? Uma escola especial? Uma clínica?

Em geral, o tratamento é realizado por equipe multidisciplinar nas áreas de Fonoaudiologia, Psicologia, Educação Física, Musicoterapia, Psicopedagogia e outras.

Como reconhecer os sintomas?

Sinais de autismo normalmente aparecem no primeiro ano de vida e sempre antes dos três anos de idade. A desordem é duas a quatro vezes mais comuns em meninos do que em meninas. Os sintomas variam amplamente e manifestam-se de diversas formas, variando do mais leve ao mais alto comprometimento. - Resistência ao aprendizado - Ausência de noção de perigo - Indicação de necessidades com gestos - Resistência ao contato físico e a afetividade - Hiperatividade física - Comportamentos agressivo e destrutivo.

Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho, resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos e rituais.

Sugestão de Webgrafias: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?44 http://www.centrorefeducacional.com.br/autismolidar.htm

Esta última é uma postagem de Marcelo Rodrigues, considerado pelos diagnósticos médicos um autista, vale à pena conferir. http://omundodepeu.blogspot.com/2008_01_01_archive.html

 

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